Volta a Portugal Feminina Jogos Santa Casa regressa para a sua edição mais internacional de sempre



Volta a Portugal Feminina Jogos Santa Casa regressa para a sua edição mais internacional de sempre

A Volta a Portugal Feminina Jogos Santa Casa está de regresso à estrada entre os dias 1 e 5 de julho para a sua 6.ª edição, consolidando-se como a mais importante competição do ciclismo feminino português e uma referência cada vez mais relevante no panorama internacional da modalidade.

Criada em 2021 pela Federação Portuguesa de Ciclismo com o objetivo de promover o desenvolvimento do ciclismo feminino e reforçar a igualdade de oportunidades no desporto, a prova tem acompanhado a evolução da modalidade em Portugal e além-fronteiras, afirmando-se, ano após ano, como um dos momentos mais importantes do calendário velocipédico nacional.

A primeira vencedora da história da competição foi a portuguesa Raquel Queirós, em 2021. Desde então, a Volta a Portugal Feminina tem atraído algumas das melhores corredoras internacionais, aumentando progressivamente o seu nível competitivo e projeção mediática. Em 2024, a prova integrou pela primeira vez o calendário internacional da União Ciclista Internacional (UCI), na categoria 2.2, estatuto que mantém pelo terceiro ano consecutivo.

A edição de 2026 representa um novo marco na história da competição, assumindo-se como a mais internacional de sempre. Estarão à partida 23 equipas provenientes de 10 países - Portugal, Espanha, França, Itália, Bélgica, Áustria, Alemanha, Suíça, Noruega e Estados Unidos da América -, para um pelotão com cerca de 130 corredoras.

Entre as formações participantes destacam-se três equipas UCI ProTeam, duas Seleções Nacionais (Noruega e Estados Unidos da América), cinco equipas continentais UCI e doze equipas de clube, num total de 18 equipas estrangeiras.


A dimensão internacional alcançada pela Volta a Portugal Feminina demonstra o crescente reconhecimento da prova junto das principais estruturas do ciclismo mundial e confirma a sua afirmação como um dos eventos mais relevantes do ciclismo feminino no sul da Europa.

Ao longo de cinco dias de competição, as corredoras disputarão quatro classificações distintas: a Camisola Amarela Jogos Santa Casa, destinada à líder da classificação geral individual; a Camisola Vermelha Auto Maran/Škoda, para a classificação por pontos; a Camisola Branca Fundação INATEL, destinada à melhor jovem; e a Camisola Azul IPDJ, atribuída à vencedora da montanha. A competição distinguirá ainda a melhor atleta portuguesa e a melhor equipa da prova.

“É com enorme orgulho - e um profundo sentido de missão - que os Jogos Santa Casa se associam, desde a primeira hora, à Volta a Portugal Feminina. Nesta 6.ª edição, assumimos com ainda mais responsabilidade e entusiasmo o papel de Naming Sponsor da prova. Um passo que reforça uma relação sólida com a Federação Portuguesa de Ciclismo, assente numa verdadeira comunhão de valores e ambições: apoiar o talento nacional, abrir caminho a mais mulheres no desporto e contribuir para um futuro mais justo, onde o mérito é reconhecido e celebrado”, destaca o Diretor Geral do Departamento de Jogos da Santa Casa.

“A Camisola Amarela, que continuamos a patrocinar, é muito mais do que um símbolo de liderança - é o reflexo do esforço, da coragem e da determinação que definem cada atleta. E porque acreditamos que o mérito merece ser valorizado, distinguimos a melhor ciclista portuguesa da classificação geral com um prémio de 1.500 euros - um gesto que representa o nosso compromisso em reconhecer quem vai mais longe. A Volta a Portugal Feminina é, hoje, uma verdadeira força de transformação. Inspira estilos de vida saudáveis, dá palco aos territórios, aproxima pessoas e comunidades, e projeta um desporto que cresce com cada pedalada. O aumento do número de participantes e a presença crescente de atletas internacionais confirmam aquilo em que acreditamos: o ciclismo feminino está a conquistar o seu espaço - e veio para ficar”, acrescenta Ricardo Lavos.

Contrarrelógio regressa ao programa

O percurso da 6.ª edição foi desenhado para proporcionar uma competição equilibrada e exigente, valorizando diferentes perfis de atletas ao longo dos cinco dias de prova. A corrida inicia-se com duas etapas distintas: uma primeira tirada ondulante e técnica, entre a Amadora e Vila Franca de Xira, marcada por sucessivas subidas e descidas, e uma segunda etapa mais longa, ligando o Montijo a Tomar, onde a distância e o desgaste acumulado poderão ter influência no desfecho, apesar do perfil globalmente acessível.


Uma das principais novidades desta edição é o regresso do Contrarrelógio Individual ao programa da competição. A terceira etapa, a disputar em Coimbra, colocará à prova a capacidade técnica e estratégica das corredoras ao longo de um percurso de 10,8 quilómetros entre Taveiro e Coimbra, assumindo-se como um momento potencialmente decisivo para a classificação geral.

A segunda metade da prova apresenta-se particularmente decisiva. A quarta etapa, entre a Mealhada e Águeda, será a mais exigente do ponto de vista altimétrico, com cerca de 1550 metros de desnível acumulado e dificuldades concentradas na fase final, incluindo um circuito seletivo que poderá provocar diferenças significativas. Já a última etapa, entre Oliveira de Azeméis e Santo Tirso, apesar de mais curta, decorre num terreno ondulante e num contexto de acumulação de esforço, podendo revelar-se determinante na definição da classificação geral.

Sérgio Sousa destaca o equilíbrio global do traçado e o potencial competitivo da prova: “Procurámos construir um percurso completo e equilibrado, que desse oportunidades a diferentes tipos de corredoras. Teremos momentos para sprinters, etapas mais exigentes e um contrarrelógio que poderá fazer diferenças, o que garante incerteza e espetáculo praticamente até ao último dia de competição”.

A dimensão e a qualidade do pelotão refletem a evolução sustentada da prova, que cresceu das 14 equipas em 2021 para as 23 formações presentes em 2026. Para esta edição, a organização recebeu 36 pedidos de equipas estrangeiras, integrando 18 em prova, num claro sinal do crescimento internacional. Para o diretor de prova e Coordenador Técnico Nacional, Sérgio Sousa, “a forte procura por parte de equipas estrangeiras confirma o reconhecimento e a atratividade que a Volta a Portugal Feminina tem vindo a conquistar no contexto europeu”.

Todas as etapas serão transmitidas em direto n'A BOLA TV, reforçando a exposição mediática da competição e dos municípios anfitriões.

Cândido Barbosa: “O crescimento internacional da prova demonstra que estamos no caminho certo”

Para Cândido Barbosa, Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, a Volta a Portugal Feminina é hoje um dos maiores exemplos da evolução do ciclismo feminino em Portugal.



“A Volta a Portugal Feminina reflete não só a evolução do ciclismo feminino no nosso país, mas também o empenho da Federação Portuguesa de Ciclismo em promover igualdade, competitividade e excelência desportiva. Queremos continuar a dar palco ao talento, à superação e à inspiração que estas atletas representam”, afirma.

O dirigente destaca ainda o crescimento internacional alcançado pela prova e a capacidade de Portugal atrair equipas e corredoras de elevado nível competitivo. “Esta edição reúne mais de 20 equipas provenientes de dez países, números que refletem o reconhecimento crescente da Volta a Portugal Feminina junto das melhores estruturas do ciclismo internacional e confirmam a qualidade do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela Federação Portuguesa de Ciclismo, pelos nossos parceiros e pelos municípios que acreditaram neste projeto desde a primeira hora. O crescimento internacional da prova demonstra que estamos no caminho certo e reforça a importância de continuar a investir no desenvolvimento do ciclismo feminino”, sublinha 

Coimbra em estreia na Volta a Portugal Feminina

A edição de 2026 marcará igualmente a estreia de Coimbra no figurino da Volta a Portugal Feminina, acolhendo o Contrarrelógio Individual da terceira etapa. 

Para Ana Abrunhosa, Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, a presença da competição na cidade assume um significado particularmente especial. “É com particular honra que o Município de Coimbra acolhe a 6.ª edição da Volta a Portugal Feminina, assinalando, pela primeira vez, a passagem desta competição de referência pela nossa cidade. Trata-se de um momento muito especial, integrado nas Festas de Coimbra e nas celebrações em honra da Rainha Santa Isabel, conferindo-lhe uma dimensão simbólica acrescida”, refere.


A autarca destaca ainda o papel da prova na promoção da igualdade e da inclusão através do desporto.

“A afirmação do desporto no feminino constitui hoje um desígnio coletivo que importa aprofundar e consolidar, valorizando o talento, a determinação e o mérito das atletas. Coimbra tem vindo a afirmar-se como um território comprometido com a promoção da atividade física e do desporto enquanto instrumentos de coesão social, saúde pública e igualdade de oportunidades. A honra de receber esta etapa reforça esse compromisso e sublinha o papel estruturante do desporto na construção de uma sociedade mais justa, mais participativa e mais inclusiva”, acrescenta.

Programa Oficial
 
1 de julho | 1.ª Etapa
Amadora - Vila Franca de Xira (Póvoa de Santa Iria)
Partida: 12h40
Chegada prevista: 15h35
106,6 km

2 de julho | 2.ª Etapa
Montijo - Tomar
Partida: 11h55 
Chegada prevista: 15h25
127,7 km

3 de julho | 3.ª Etapa
Contrarrelógio Individual
Taveiro - Coimbra
Partida do primeiro atleta: 12h05
10,8 km

4 de julho | 4.ª Etapa
Mealhada - Águeda
Partida: 12h40
Chegada prevista: 15h40
109,1 km

5 de julho | 5.ª Etapa
Oliveira de Azeméis - Santo Tirso
Partida: 12h40
Chegada prevista: 15h10
91 km

Fotografias: Câmara Municipal de Coimbra

 

2026-06-25 - 18:09:12

 


 

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