Luís Xavier termina em 15.º lugar a prova de fundo da Taça do Mundo de Paraciclismo



Luís Xavier termina em 15.º lugar a prova de fundo da Taça do Mundo de Paraciclismo

A Seleção Nacional de Paraciclismo fechou a segunda ronda da Taça do Mundo, que terminou hoje em Gistel, na Bélgica, com chave de ouro. Luís Xavier, que competiu em C5, concluiu a prova de fundo em 15.º lugar, naquela que foi a sua estreia em competições internacionais de estrada. Já na categoria C3, Paulo Teixeira terminou em 22.º lugar, revelando evolução no trabalho que tem vindo a desenvolver na seleção.

O primeiro atleta a entrar em prova foi Paulo Teixeira, que cumpriu 71,4 quilómetros (sete voltas), conseguindo melhorar a sua prestação face a anteriores participações. Terminou ao sprint, na luta pelos 20 primeiros classificados. “Este resultado confirma uma evolução consistente ao longo do último ano, refletindo o trabalho desenvolvido e abrindo boas perspetivas para a sua afirmação nas provas de fundo, onde poderá vir a conquistar pontos importantes para o ranking das nações”, referiu Telmo Pinão, Selecionador Nacional de Paraciclismo.


No pódio da categoria C3 estiveram o francês Thomas Peyroton Dartet, que trouxe a medalha de ouro, ao concluir em 1h40m51s, a prata foi para o britânico Finlay Graham e o bronze coube a outro francês, Louis Hubert.

Quanto a Luís Xavier, voltou a apresentar uma prestação de grande nível, confirmando o potencial já evidenciado no contrarrelógio. “O atleta entrou em prova com uma atitude extremamente positiva e uma leitura tática muito madura, consciente de que o perfil da corrida poderia jogar a seu favor”, destacou o responsável técnico.

Ao longo das oito voltas, que totalizaram 81,6 quilómetros, Luís Xavier manteve-se sempre integrado no pelotão principal, demonstrando controlo, frieza e capacidade de gestão de esforço num ambiente altamente competitivo.

Em C5, a medalha de ouro foi entregue ao brasileiro Lauro Cesar Mouro Chaman, a prata foi para o neerlandês Daniel Gebru Abraham e o bronze para o ucraniano Yehor Dementyev. Luís Xavier ficou a apenas 3m31s do vencedor.

“Essa abordagem permitiu-lhe discutir a corrida até ao final, entrando na fase decisiva e sprintando para um excelente 15.º lugar, um resultado que reforça de forma clara o seu posicionamento atual e o potencial de evolução ao serviço da Seleção Nacional (sprint para o 10.º lugar)”, esclareceu Telmo Pinão.

Para o Selecionador Nacional, este desempenho deixa indicações muito positivas quanto ao futuro do atleta, acreditando que Luís Xavier poderá, com a continuidade do trabalho, integrar um grupo restrito da elite mundial, onde apenas poucos conseguem afirmar-se de forma consistente.

Importa ainda salientar que a menor experiência internacional e a reduzida exposição a este nível competitivo “são fatores que naturalmente influenciam o rendimento e a tomada de decisão em corrida. No entanto, esse é um processo evolutivo que apenas se consolida com o tempo e com a presença regular em provas deste calibre, algo que a estrutura técnica considera fundamental no plano de desenvolvimento destes atletas”, continuou Telmo Pinão.

A equipa técnica reforça assim a confiança no percurso que está a ser construído, com indicadores muito positivos, tanto do ponto de vista físico como tático, e com a ambição clara de continuar a aproximar Portugal dos lugares cimeiros do paraciclismo internacional.

A Seleção Nacional de Paraciclismo segue, agora, para a terceira e última ronda da Taça do Mundo, em Abruzzo (Itália), entre os dias 7 e 10 de maio. Para esta competição, Portugal apresenta a comitiva maior de sempre.

 

2026-05-01 - 21:59:11

 


 

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