Luís Xavier aproxima-se do top-10 na Taça do Mundo de Paraciclismo



Luís Xavier aproxima-se do top-10 na Taça do Mundo de Paraciclismo

A Seleção Nacional de Paraciclismo voltou hoje à estrada, para o segundo dia da última Taça do Mundo da temporada, que se disputa até domingo em Abruzzo, Itália. Hoje foram dois atletas da classe C5 que estiveram em competição - Luís Xavier e Ricardo Mendes -, para realizar a prova de contrarrelógio individual.

O primeiro atleta português a entrar em ação foi Ricardo Mendes, que enfrentou o mesmo percurso do dia anterior, já disputado por quatro colegas da seleção. O corredor concluiu as duas voltas ao traçado, num total de 15,2 quilómetros, na 34.ª posição, perante um grupo muito forte e onde estiveram alguns dos melhores atletas internacionais.


Pouco depois foi a vez de Luís Xavier dar o seu melhor, e que, de acordo com o Selecionador Nacional de Paraciclismo, Telmo Pinão, “voltou a demonstrar grande firmeza competitiva e uma clara capacidade de evolução, para poder afirmar-se entre os melhores atletas do mundo, mesmo sendo ainda um corredor com pouca experiência internacional nesta vertente da modalidade”.

O atleta português conseguiu melhorar significativamente o rendimento apresentado na Taça do Mundo da Bélgica, onde tinha terminado na 19.ª posição, entre 33 atletas. Desta vez, Luís Xavier alcançou o 17.º lugar, mas perante um pelotão ainda mais competitivo, composto por 36 corredores. Conseguiu, sobretudo, reduzir de forma muito expressiva a diferença para os lugares cimeiros.

Enquanto na Bélgica terminou a cerca de 1m40s do top-10, hoje ficou a apenas 36 segundos do 10.º classificado, demonstrando uma evolução muito positiva, em apenas uma semana de diferença entre competições.

Esta sexta-feira, o ouro foi entregue ao francês Dorian Foulon (medalha de prata na Bélgica), o brasileiro Lauro Cesar Mouro Chaman conquistou a prata, com o segundo melhor tempo do dia e o bronze ficou com o neerlandês Daniel Abraham Gebru.

No final da prova, Telmo Pinão destacou o crescimento competitivo de Luís Xavier, bem como a importância da experiência internacional para a evolução dos corredores portugueses: “Luís Xavier voltou a demonstrar uma enorme capacidade de adaptação a este nível competitivo. Reduzir desta forma a diferença para o top-10, em apenas uma semana, é um sinal muito positivo para o futuro”.

Relativamente a Ricardo Mendes, o Selecionador Nacional salientou a importância do atleta para a prova em linha (que para a classe C5 será no domingo), explicando que, apesar de esta ser a sua primeira participação numa competição deste nível internacional, e mesmo sem utilizar uma bicicleta específica de contrarrelógio, revelou hoje um bom desempenho e poderá vir a assumir um papel importante na dinâmica da corrida de fundo.

“O facto de o Ricardo competir na mesma classe de Luís Xavier poderá ser uma ajuda importante para a prova em linha. Em corridas com estas características, ter atletas na mesma corrida pode fazer diferença na dinâmica competitiva e na forma como a corrida se desenrola”.

Amanhã começam as provas de fundo. Miguel Castro (H2) parte para os 45 quilómetros (cinco voltas) de percurso às 10h15 e Flávio Pacheco (H4) vai enfrentar 63 quilómetros (sete voltas), às 12h45. Luís Jejum (H3) disputa os mesmos quilómetros, mas pelas 14h45. Já Felismina Gomes (WH5) vai para a estrada às 14h47, para completar 54 quilómetros (seis voltas).

Para domingo, último dia de competição, está reservada a prova de fundo dos atletas Ricardo Mendes e Luís Xavier, ambos da classe C5, num total de 90 quilómetros (nove voltas). A prova tem partida às 13h00 (horas portuguesas).

A participação da Seleção Nacional na terceira ronda da Taça do Mundo de Paraciclismo termina com a prova de Team Relay, para a classe H, com um trio que vai revezar-se em segmentos de percurso. São eles Flávio Pacheco, Luís Jejum e Felismina Gomes. A prova vai ter 18 quilómetros (nove voltas) e começa às 18h00 deste domingo.

 

2026-05-08 - 17:21:15

 


 

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