Regulamento da Atividade de Treinador de Ciclismo



Regulamento da Atividade de Treinador de Ciclismo

A Direção da Federação Portuguesa de Ciclismo aprovou alterações ao Regulamento da Atividade de Treinador de Ciclismo, respondendo às necessidades de evolução qualitativa da modalidade e de cumprimento dos compromissos assumidos com o Instituto Português do Desporto e Juventude.
 
Pretende-se concluir até 2024 o percurso de completa correspondência entre os graus de treinador e as categorias. O processo terá de ser progressivo, permitindo aos clubes e aos treinadores um período de adaptação e de transição para a nova realidade.
 
Foi nesse sentido que se aprovou um anexo ao Regulamento, com exceções que irão vigorar exclusivamente em 2021, cessando no final da presente temporada.
 
Sem prejuízo da necessidade de consulta do Regulamento e do respetivo anexo, as principais exceções permitidas em 2021 são as seguintes:
 
? Um treinador poderá acumular funções em mais do que um clube, desde que os dois clubes optem, no ato de filiação, por vertentes distintas. Em qualquer dos clubes terá de ser respeitada a correspondência entre o grau do treinador e as categorias da equipa, segundo os referenciais de formação em vigor.

? O segundo clube, que necessite deste treinador por não ter nos seus quadros alguém habilitado para a função, compromete-se, em declaração a entregar no ato de filiação, a formar pelo menos um treinador na primeira oportunidade de formação promovida pela Federação Portuguesa de Ciclismo.

? Em 2021, cada associação regional de ciclismo poderá ter um treinador regional que assumirá as funções em clubes que se registem pela primeira vez. Terá de ser um treinador com grau II ou III. Os clubes que recorram ao apoio do treinador da associação regional comprometem-se, no ato de filiação, a formar pelo menos um treinador na primeira oportunidade formativa aberta pela Federação. Só equipas das vertentes e categorias compatíveis com a exigência de um treinador de grau I poderão recorrer a esta possibilidade.

? Possibilidade de participação das equipas em prova sem a presença do treinador.
 
Os clubes que beneficiem do regime excecional em 2021 só poderão registar-se em 2022 caso tenham um treinador próprio para essa época, durante a qual também será obrigatória a presença dos treinadores em prova.
 
A oferta formativa ao longo de 2021 terá em atenção as necessidades dos clubes, tendo prioridade no acesso às ações que vierem a ser programadas os clubes com necessidade imperiosa de formar treinadores para cumprir os regulamentos.
 
O Regulamento também especifica os critérios para atribuição de equivalência aos títulos de treinador obtidos no estrangeiro, que obedecerá aos seguintes critérios. Os interessados deverão consultar o regulamento para conhecerem as condições de equivalência.

Refira-se que o regime de acesso e exercício da atividade de treinador de desporto é estabelecido pela Lei n.º 40/2012, de 28 de agosto, que foi atualizada pela Lei nº 106/2019, de 6 de setembro.
Os aspetos relativos às ações de formação contínua obrigatória para a revalidação do título profissional de treinador de desporto (TPTD) encontram-se definidos pela Portaria n.º 141/2020, de 16 de junho.

 

2021-02-05 - 15:31:58

 


 

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