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Queda coletiva afeta Equipa Portugal
Equipa Portugal
A primeira etapa da Volta a França do Futuro ficou hoje marcada por uma violenta queda coletiva, que afetou três dos seis portugueses em prova, Afonso Silva, Guilherme Mota e Marcelo Salvador.

O acidente deu-se numa altura em que o pelotão tentava, desesperadamente, alcançar o dinamarquês Mathias Norsgaard Jorgensen, que viria a vencer em solitário, após uma fuga de 118 quilómetros, iniciada ao quilómetro 10 na companhia do esloveno Ziga Horvat, e concluída em solitário.

Depois de ter deixado a fuga ganhar uma vantagem que viria a revelar-se incontrolável, o pelotão arriscou na fase final dos 128,8 quilómetros, com partida e chegada em Marmande, acabando por deixar a corrida marcada por uma queda de grandes dimensões.

Mathias Norsgaard Jorgensen triunfou, com 52 segundos de vantagem sobre o pelotão, comandado pelos britânicos Ethan Hayter e Thomas Pidcock. A queda deu-se fora da zona de proteção dos 3 quilómetros finais, mas, tendo em conta que envolveu mais de 30 corredores, a organização, em conjunto com o colégio de comissários optou por atribuir aos acidentados o mesmo tempo do pelotão principal.

Deste modo, toda a Equipa Portugal está a 52 segundos do camisola amarela, exceto Francisco Campos, 146.º, a 8m56s, porque já descolara no momento da queda. Gonçalo Carvalho é 51.º, Jorge Magalhães 84.º, Afonso Silva 129.º, Guilherme Mota 131.º e Marcelo Salvador 133.º.

Apesar de as perdas de tempo terem sido evitadas, as mazelas são uma realidade.

Boletim clínico
Marcelo Salvador:
Marcelo Salvador sofreu um traumatismo crânio-encefálico. Numa decisão consensual entre o departamento clínico da Federação Portuguesa de Ciclismo e os médicos que o assistiram na urgência hospitalar, o corredor ficará internado, em observação, nas próximas 12 horas. Está afastada a possibilidade de competir na segunda etapa da Volta a França do Futuro.

Afonso Silva:
Entorse do pé direito. Será reavaliado na manhã de sexta-feira para verificação de condições para alinhar na segunda etapa.

Guilherme Mota:
Sofreu traumatismo craniano sem evidências de lesões. Será reavaliado na manhã de sexta-feira para verificação de condições para alinhar na segunda etapa.

A segunda etapa, nesta sexta-feira, será o primeiro grande teste à capacidade das 26 equipas participantes. Trata-se de um contrarrelógio coletivo de 32 quilómetros, entre Eymet e Bergerac, que marcará, por certo, diferenças significativas na classificação geral individual. Para a Equipa Portugal, muito marcada pela queda de hoje, será uma jornada de grande sacrifício.
2019-08-15 - 18:18:00
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