Facebook Youtube IPDJ Comité Olímpico Comité Paralímpico Confederação do Desporto Fundação do Desporto Centro de Alto Rendimento UCI UEC Jogos Santa Casa
Início UVP-FPC Equipa Portugal Estrada BTT BMX Pista Escolas Ciclocrosse Ciclismo para Todos
Ciclismo para Todos
Inscrições 2019
Ass. Internacionais
Informação
Notícias
Arquivo de Notícias
Equipas
Currículo do Atleta
Loja Online
Loja Online
Trilhos e Natureza
Comissão Trilhos e Natureza
Ciclismo para Todos
 
Papel mais relevante para a bicicleta nas políticas climáticas
Ciclismo para Todos
As organizações portuguesas no âmbito da bicicleta, MUBi - Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta, ABIMOTA - Associação Nacional das Indústrias das Duas Rodas e Federação Portuguesa de Ciclismo defendem um papel mais proeminente para a utilização da bicicleta na estratégia e políticas nacionais de descarbonização da economia e combate às alterações climáticas.

A European Cyclists’ Federation classificou a extensão das medidas visando a transferência modal para a bicicleta incluídas na versão preliminar do Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC) de Portugal, e na sua estratégia de redução de emissões carbónicas, de “Insuficiente”, com uma pontuação de 0,5 numa escala de 0 a 10.

Numa carta enviada ao Ministro do Ambiente e Transição Energética, a MUBi, a ABIMOTA e a Federação Portuguesa de Ciclismo defendem que a transferência modal do transporte motorizado individual para uma crescente utilização da bicicleta, e a mobilidade activa em geral, deve necessariamente fazer parte da solução para a descarbonização da economia portuguesa e ter um papel muito mais proeminente no PNEC.

O sector dos transportes, com registos muito desfavoráveis de elevado consumo energético e emissões de poluentes, constitui um dos grandes desafios no combate às alterações climáticas. A bicicleta é o modo de transporte energeticamente mais eficiente e, a seguir ao modo pedonal, o que menos emissões produz. Com o correcto apoio, a utilização da bicicleta (como modo de transporte em si mesmo e como estímulo à intermodalidade em combinação com outros modos de transporte sustentáveis), poderá contribuir significativamente para a estratégia nacional de descarbonização do sector da mobilidade e transportes.

Rui Igreja, dirigente da MUBi, acrescenta que “a estratégia para o futuro da mobilidade não pode assentar na evolução tecnológica e manutenção do status quo da utilização excessiva do automóvel. Tem de passar por políticas sociais e de ordenamento do território de redução de necessidades e distâncias de viagens e pela transferência modal para os modos com menor intensidade energética e carbónica por passageiro-km: os modos activos e transporte colectivo.”

Gil Nadais, Secretário Geral da ABIMOTA, afirma que “uma política climática obriga a alterações comportamentais dos cidadãos e deve ser estruturada para obter resultados a curto, médio e longo prazo. O trabalho tem de ser iniciado nas escolas e não é compreensível a mensagem negativa que o governo dá aos pais dos alunos excluindo expressamente do seguro escolar, a deslocação em bicicleta de casa para a escola. Também é de difícil compreensão a falta de incentivos para a utilização da bicicleta, por exemplo, nas deslocações de casa para o trabalho, quando é um meio que comprovadamente dá retorno positivo para a sociedade, nomeadamente ao nível da saúde.”

Para Sandro Araújo, Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, "a adoção generalizada de padrões de mobilidade sustentável tem de ser acelerada. É necessário incentivar seriamente o uso da bicicleta e outros modos ativos de transporte, particularmente nas cidades, pois são a melhor alternativa que dispomos para reduzir os elevados impactos ambientais do atual recurso ao automóvel particular. Para além do investimento em infraestrutura que torne a circulação mais segura e atrativa para os ciclistas, é preciso mudar comportamentos, e as entidades públicas deveriam também liderar pelo exemplo."

Portugal tem até ao final do ano para submeter à Comissão Europeia a versão final do seu Plano Nacional de Energia e Clima para a próxima década, com uma contribuição mais forte da mobilidade activa, e colocando a bicicleta na vanguarda das suas políticas de mobilidade.
2019-07-16 - 11:11:00
Partilhar Facebook
« Voltar
 
 
Eventos
Guia Algarve
Guia Arrábida
Ciclismo Vai Escola
SECT
Pista Aberta
Rádio
Site desenvolvido por: Cyclop Net - Desenvolvimento de Sites Profissionais